Declaração de CEO do iFood sobre pessoas não cozinharem mais gera preocupações com a saúde pública
Notícia

Notícia

Declaração de CEO do iFood sobre pessoas não cozinharem mais gera preocupações com a saúde pública

21 de Fevereiro de 2024

Declaração de CEO do iFood sobre pessoas não cozinharem mais gera preocupações com a saúde pública

Possibilidade de obsolescência da culinária caseira pode impactar negativamente hábitos alimentares e saúde, alerta vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região

 

Em uma recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o CEO e dono da empresa iFood, Fabrício Bloisi, disse que “em 10 anos, ninguém mais vai cozinhar”. Esta declaração, embora possa ser vista como uma visão voltada para o avanço da tecnologia e dos serviços de entrega de alimentos, traz implicações significativas para os hábitos alimentares e a saúde pública.

 

Para a vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região (CRN-3), Laura Alonso, essa perspectiva comercial levanta sérias preocupações. "A dependência excessiva de refeições prontas e entregues pode levar a uma dieta menos saudável", adverte Alonso. "Muitos alimentos preparados para entrega são ricos em calorias, gorduras saturadas, sódio e aditivos, e podem ser carentes de nutrientes essenciais. Isso pode contribuir para o aumento da obesidade, doenças cardíacas, diabetes e outros problemas de saúde associados a dietas pouco saudáveis."

 

A falta de envolvimento no preparo das refeições também pode resultar em uma desconexão com os alimentos e uma menor conscientização sobre escolhas alimentares saudáveis, destaca Alonso. "Em contraste com a visão do dono do iFood, o Guia Alimentar para a População Brasileira incentiva o preparo caseiro de alimentos, o consumo de refeições frescas e minimamente processadas, e ressalta a importância de compartilhar refeições em família", acrescenta.

 

De acordo com a nutricionista, é crucial equilibrar a praticidade oferecida pelos serviços de entrega de alimentos com hábitos alimentares saudáveis e conscientes. “Incentivar o preparo de refeições em casa, promover a educação alimentar e garantir acesso a alimentos frescos e saudáveis são elementos essenciais para melhorar a saúde da população a longo prazo”, salienta Alonso.

 

O Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região reforça a importância de uma abordagem equilibrada e baseada em evidências científicas em relação às mudanças nos hábitos alimentares da população, visando sempre a promoção da saúde e o bem-estar geral.

 

Por Bruna Hammes

Editado por Tersandro Vilela


Nós respeitamos sua privacidade. Utilizamos cookies para coletar estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação. Saiba mais lendo nossa política de privacidade e politica de cookies. E ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.