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CRN-3 reúne profissionais para atualização em alimentação escolar pública

Nutricionistas se reuniram nesta quarta-feira, 20/06, para acompanhar uma série de palestras sobre alimentação escolar pública. O evento, organizado pelo CRN-3, foi realizado no Sesc 24 de Maio.

A Presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP-MS, Denise de Augustinis Noronha Hernandez, abriu o evento ressaltando a importância da Alimentação Escolar Pública, e que é um segmento de atuação com muitas oportunidades.  “Os Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética devem estar sempre se capacitando e acompanhando a evolução deste segmento”, destacou Denise, que também relembrou a preocupação do conselho em promover a atualização dos inscritos.

A nutricionista Michele Guimarães, graduada em 2017, foi uma das presentes que está buscando aperfeiçoamento profissional. Michele já está fazendo pós-graduação na área de Nutrição Clínica e contou qual é foco da sua formação: “gosto da Alimentação Infantil, e quero me especializar em Nutrição Materno-Infantil”.

A primeira apresentação do encontro foi ministrada por Suelen Aparecida de Camargo Silva, nutricionista fiscal da Delegacia Regional do CRN-3 em Santos. Suelen apresentou os resultados de um projeto de fiscalização voltado para a atuação dos nutricionistas na Alimentação Escolar Pública, que totalizou 273 visitas fiscais. Os profissionais que atuam na alimentação escolar pública trabalham no desenvolvimento dos cardápios, na avaliação nutricional dos alunos e em projetos de educação alimentar. Suelen destacou as dificuldades enfrentadas pelos nutricionistas nesse segmento e lembrou a importância desse trabalho: “a alimentação de qualidade vai refletir no desempenho acadêmico dos alunos”.

Rosana Maria Nogueira foi a segunda palestrante do evento, e apresentou as conclusões de sua pesquisa sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na interpretação dos gestores públicos. Rosana entrevistou 17 secretários de educação e 19 nutricionistas que atuam em prefeituras da região metropolitana de Campinas e analisou os discursos destes profissionais em relação à gestão da alimentação escolar.     

Segundo Rosana, “os gestores, de uma forma geral, entendem a alimentação escolar de forma assistencialista, e não como um direito do aluno. E ainda não conhecem a legislação que define a implementação do PNAE. Portanto, existe uma necessidade de discussão sobre o tema, de capacitação dos gestores, e de inclusão de componentes curriculares na área de gestão de políticas públicas nos cursos de nutrição”.

Jeanice de Azevedo Aguiar também falou sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ressaltando a importância da elaboração e implantação das fichas na gestão do serviço de alimentação.  

Na última apresentação do evento, a advogada Livia Cattaruzzi Gerasimczuk abordou a publicidade direcionada às crianças nas escolas. Livia relatou que vários estudos demonstram que as crianças têm dificuldade em diferenciar a publicidade de entretenimento. A advogada lembrou que há legislação que protege a criança no mercado de consumo e no ambiente escolar, e citou uma série de ações de empresas para promover marcas e alimentos nas escolas, e que foram denunciadas por ferir os direitos das crianças.